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Como a psicoterapia pode ajudar na automutilação?

a maior ocorrência de automutilação é entre jovens
Segundo a revista científica The Lancet Psychiatry, de 2000 a 2014, as
ocorrências de automutilação quase triplicaram

A psicoterapia é muito eficaz para gerenciar e reduzir a automutilação. Isso porque, em suas diferentes abordagens, as intervenções terapêuticas buscam tratar as dores emocionais.

E as dores emocionais são, precisamente, o principal motivo da autolesão.

Pessoas que ferem a si mesmas estão lidando com sensações de sobrecargas mentais. Elas procuram expressar ou, de algum modo, minimizar suas angústias.

O comportamento de automutilação ocorre porque parece a alternativa possível para trazer algum alívio. Não resolve o problema, mas o transfere para uma dor concreta, visível, que comunica e distrai da dor que perturba os pensamentos.

De certa forma, portanto, o autodano físico é uma válvula de escape, que traz um controle temporário sobre o turbilhão de emoções negativas.

A psicoterapia — em especial a terapia cognitivo comportamental (TCC) — ajuda a pessoa a entender o que está sendo dito por meio dos cortes, queimaduras e outras autoagressões.

O terapeuta compreende que a automutilação representa um mecanismo de enfrentamento.

Seu propósito, como profissional, não é julgar essa escolha. Mas, sim, promover o encontro de outros mecanismos, mais funcionais, saudáveis e satisfatórios.

Talvez, por exemplo, a pessoa recorra aos cortes na pele quando enfrenta rejeição. O papel da psicoterapia é ensinar habilidades de enfrentamento diante desse sentimento, de modo que o autodano não se imponha como única opção.

Lógico, a pessoa que fere a si mesma percebe que poderia lidar com suas aflições de outra maneira. Porém, o comportamento é sempre algo que adquirimos e somos induzidos a repetir, quando não nos ocorrem alternativas imediatas para substituí-lo.

Se a automutilação funciona para promover alívio — para extravasar e reduzir a dor psicológica — é preciso não apenas saber que existem outros caminhos para o mesmo efeito. É fundamental conhecer quais são esses caminhos. E isso se dá com aprendizado.

O psicólogo tem plena noção dessa dificuldade.

Assim, seu trabalho consiste em escutar e respeitar tanto as dores emocionais quanto seus reflexos no corpo. E, entre eles, ajudar a construir uma ponte com novas (e mais assertivas) estratégias.


Por que é importante fazer terapia para a automutilação?

Fazer terapia para a automutilação tem o objetivo de resolver o impasse do comportamento recorrente. Comportamentos recorrentes se tornam hábitos. E hábitos, todos sabemos, podem ser bem difíceis de mudar.

Todos nós já passamos pela experiência de tentar nos livrar de um mau hábito.

Percebemos que entre o propósito e a prática havia a necessidade de um dedicado esforço.

Automutilação ter paciência é uma das maneiras de auxiliar
Há algumas maneiras de ajudar quem está passando por esse problema: não brigue, aproxima-se, ajude a procurar um profissional qualificado e tenha paciência


Fomos atrás de recursos, conhecimento, ajuda.

Agora, transfira essa percepção para o entendimento daquele que deseja parar de se automutilar.

Ele também precisa de recursos, conhecimento e ajuda.

Mas existe um complicador em sua condição: diferente daqueles que falam mais livremente sobre seus desafios, ele guarda muita culpa ou vergonha sobre seu comportamento.

A automutilação não é um assunto banal, que pode vir à tona sem cuidados.

É difícil para alguém explicar suas feridas.

E quando essas feridas são físicas e emocionais, a situação é ainda mais complicada.

Sozinho — ou ouvindo pessoas que, por mais que se importem, pouco conseguem contribuir para a superação do problema — dificilmente o autoagressor encontra saídas.

Conversar com um psicólogo é o melhor conselho que alguém que pratica automutilação pode receber. Porque, ao aceitar essa sugestão, ele já estará caminhando para as respostas das quais precisa.

Se sentirá mais seguro para comunicar sua condição, pois sabe que fala com um profissional. Também se sentirá protegido pelo sigilo entre psicólogo e paciente. E, acima de tudo, encontrará um ouvinte apto a realmente entender sua história.


A terapia resolve a automutilação?

Não há medicamento ou terapia que resolvam, sozinhos, a automutilação. Afinal, qualquer tratamento que visa trazer benefícios para a saúde — seja física ou mental — depende do compromisso do paciente em relação ao que lhe foi indicado.

Isso não deve soar intimidador. Ao contrário: significa que aquele que busca solução terá ao seu dispor as estratégias. Mas isso não o transforma numa pessoa robotizada.

Sua autonomia de escolhas continua lhe pertencendo. Seus pensamentos e sentimentos não deixam de existir. As mudanças no comportamento e a quebra nos padrões de crenças são obtidas com aprendizado — não com implante que anula a personalidade.

Automutilação pais precisam se preocupar com o humor dos filhos
É muito comum as pessoas que se automutilam tentarem esconder
o que realmente estão passando


Também por isso é crucial ter em mente que o tratamento para a automutilação se dá por meio de um processo contínuo.

É natural que a superação do transtorno se dê aos poucos. Com a descoberta das melhores estratégias que funcionem para sua experiência. Com a percepção das causas e gatilhos de sua automutilação. Com a abordagem psicoterapêutica adequada às suas questões.

Já que não somos iguais, precisamos de soluções diferentes. O que funciona para uns, não funciona para outros.

Mas o psicólogo tem ciência da individualidade de cada pessoa que o procura. Logo, não forçará uma “cura para a automutilação”, como se houvesse uma fórmula predeterminada.

O profissional de saúde mental analisará os progressos e resultados particulares de seu paciente, ajustando a trajetória de tratamento conforme essas singularidades.


Para obter ajuda sobre automutilação

Fique à vontade para entrar em contato com Luana Nodari, psicóloga na Vila Mariana (São Paulo/SP), que também atua com terapia cognitivo comportamental online e neuropsicologia.

Você pode expressar suas dúvidas sobre o tratamento psicoterapêutico para automutilação ou, se preferir, pode agendar uma consulta.

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Luana Nodari é Psicóloga e Neuropsicóloga
Atende em sua clínica na Vila Mariana / SP, adolescentes e adultos,
através da Terapia Cognitivo-Comportamental
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