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Como lidar com a autocrítica e ter uma melhor saúde mental

Para lidar com a autocrítica é preciso aprender a se ouvir
É preciso aprender a se ouvir para lidar melhor com a autocrítica


Lidar com a autocrítica é o mesmo que aprender a se ouvir.

É entender que a forma como nos vemos, como vemos aos outros e como acreditamos que os outros nos veem não é resultado da (suposta) verdade — e sim, de nossos pensamentos.

Perceba: nos avaliamos o tempo todo, em pequenos detalhes.

Nos comparamos — com os outros, com nossas expectativas e às lembranças de quem já fomos.


Formando nosso entendimento de identidade.

Acontece que a “voz” dos pensamentos é rápida e, por vezes, sutil.

Estamos tão acostumados que nem a notamos.

Mas é ela que determina como nos sentimos, como agimos e como interpretamos todas as experiências da vida.

Assim, nossa relação com a autocrítica — a opinião que temos sobre nossas características físicas, personalidade, realizações e capacidades — depende dos pensamentos que, às vezes, sem perceber, estamos cultivando.

Na verdade, a maior parte de nossos pensamentos (negativos ou positivos) são automáticos. Ou seja, são hipóteses e julgamentos que repetimos, por puro hábito.

Então, para lidar com a autocrítica de modo mais inteligente, o primeiro passo é buscar consciência sobre essa “conversa interna”.


Lidar com a autocrítica… por quê?

Por que é tão importante lidar com a autocrítica?
É possível lidar com a autocrítica de um modo diferente?


A autocrítica pode levar a dois caminhos.

Quando as avaliações que temos sobre nós são ativas, quando servem para enxergar — com honestidade — onde podemos fazer diferente, elas são a própria essência do autodesenvolvimento.

Nesse caso, a autocrítica não é resignada. Dói — porque assumir, para si, erros e falhas, é sempre (no mínimo) constrangedor. Mas a dor serve como ensinamento e instiga a vontade de mudança.

O outro caminho é o exato oposto. Nele, a autocrítica é uma sentença autopunitiva, que vê no “defeito” um olhar definitivo sobre si.

Nesse caminho, a autocrítica vira um rótulo autoimposto, ou seja um autopreconceito.

Leva à estagnação. Ao cultivo da ideia de impotência, culpa e vergonha.

Lidar com a autocrítica é perceber que sempre existem esses dois caminhos.

Um, que estimula à superação. Outro, que aprisiona na autodepreciação, dessa maneira, a escolha sempre será sua.

A questão é: qual você escolhe?


Lidar com a autocrítica de um modo diferente é possível

Não se abale se você percebe que sua autocrítica costuma ser do tipo disfuncional.

Aliás, se percebeu isso, já deu o primeiro passo para modificá-la.

Como falamos no início do texto, a consciência de nossos pensamentos é o que nos permite analisá-los, colocá-los em dúvida e reformular pontos de vista.

Ok, então, qual o próximo passo?

Experimente isto:

1. Substitua afirmações por perguntas

Sabe todos aqueles adjetivos que você deu para si, ao longo dos anos, e que lhe incomodam? Aquelas coisas que você diz (secreta ou abertamente) sobre si mesmo e que, de alguma forma, o diminuem?

Hora de desafiar essas “verdades”!

Pensamentos são hipóteses que sua criação, educação, cultura e experiências pessoais proporcionam, dessa forma são reflexos de suas crenças.

Pegue cada pensamento autodepreciativo e o questione.

Ele se sustentaria se você mudasse seu modelo de referência?

Você é inadequado, azarado, incompetente… ou apenas está preso numa crença limitante?

Seja seu próprio advogado e, em vez de aceitar acusações, coloque-as à prova, ou seja avalie melhor suas atitudes.


2. Procure explicações, não culpas (ou desculpas)

Ao lidar com a autocrítica, podemos cair na armadilha de transformá-la num ritual de autoflagelo — ou de vitimização.

Em ambos os casos, o sujeito se vê como refém — seja das circunstâncias ou do que julga ser sua “natureza” imutável,.

A maneira como você pensa tem o poder de se tornar uma profecia autorrealizável”, diz Amy Morin, psicoterapeuta e autora do best-seller 13 coisas que as pessoas mentalmente fortes não fazem.

Se você assume que tem “azar no amor”, por exemplo, pode, inconscientemente, fazer escolhas que confirmem esse entendimento.

Tire um momento para refletir, revise suas ações, veja se não existem hábitos prejudiciais envolvidos na sua “má sorte”.


3. Demita seu atual crítico interno

De um jeito ou de outro, você terá que lidar com a autocrítica, dessa maneira, comece a dar passos em direção à solução.

Não há truque para fazê-la “desaparecer” — e esse nem seria um bom objetivo, todavia existem caminhos possíveis para isso.

Mas você pode identificar de quem são as vozes que seu crítico interno ecoa.


Localizando a origem das opiniões que você tem a seu respeito.

São reflexos de comentários negativos que ouviu de seus pais? Do seu professor? De seu chefe? De um amigo ou de um parceiro amoroso?

Elas foram construídas com base em quais figuras de autoridade?

Você pode se surpreender ao constatar que se acha “feio” porque aceitou esse veredicto em função de uma rejeição que sofreu no ensino médio!

Experimente buscar outras referências, que desafiem os estigmas que você adotou para se avaliar, sendo assim busque outras formas de ver sua realidade.

Troque a “régua” que você usa para se medir! São os critérios que você estabelece como válidos que determinam os resultados de sua autocrítica.

Então, certifique-se de escolher esses critérios com sabedoria.

Ao cuidar do corpo, também cuidamos da saúde mental!
Hábitos saudáveis podem influenciar sua forma de sentir o período da quarentena.


Por último, uma provocação:

Já que somos o que pensamos, será que não mudaremos quem somos ao mudar de pensamentos?

Reflita sobre isso!


Leia também:

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Dê uma conferida em nossos posts e descubra:

  • quais são os problemas de saúde mental que o excesso de autocrítica pode ocasionar,
  • 7 sinais de que você é muito autocrítico;
  • 4 dicas extras para lidar com a autocrítica de maneira mais produtiva.

Se tiver dúvidas sobre o comportamento de autocrítica ou quiser compartilhar sua experiência com outros leitores, fique à vontade para escrever no campo dos comentários!

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Luana Nodari é Psicóloga e Neuropsicóloga
Atende em sua clínica na Vila Mariana / SP, adolescentes e adultos,
através da Terapia Cognitivo-Comportamental
CRP: 06/112356

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