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Como os pais podem ajudar na ansiedade dos filhos

Ao identificar sinais de ansiedade em seus filhos, é natural que os pais não saibam exatamente como proceder.

Afinal, as crianças não chegam ao mundo com um “manual de instruções”.

E, infelizmente, o instinto de proteção nem sempre é o melhor conselheiro…

Ou seja, afastar a criança das circunstâncias que a deixam insegura não é a solução ideal.

A ansiedade é parte do processo de crescimento. Portanto, precisa ser percebida como um desafio a ser superado — e não como algo a ser evitado a qualquer preço.

Então, qual o papel dos pais para instigar um enfrentamento saudável?

Neste texto, sugerimos 6 estratégias que você pode praticar com seus filhos, ajudando-os a lidar com a ansiedade de modo assertivo e, ao mesmo tempo, lúdico.

1. Estratégia do balão

Ensinar técnicas de respiração para controle de ansiedade às crianças é um excelente recurso.

Mas pode ser difícil conseguir que, num momento de agitação, a criança se concentre em respirar profundamente.

Logo, em vez de utilizar instruções “adultas” — e muito abstratas — adapte-as para algo que soe mais familiar ao universo infantil.

Que tal transformar a experiência numa brincadeira?

Proponha ao seu filho que ele estoure um balão imaginário.

Diga que ele deve tomar fôlego e soprar, enchendo o balão.

Enquanto ele inspira e expira, incentive-o a continuar, dizendo que o balão está crescendo.

Após 3 ou 4 repetições, o exercício de respiração já surtirá efeitos, atenuando a resposta ao estresse.

Para encerrar, convide-o a estourarem juntos o balão.

Faça barulhos engraçados, imitando ruídos de explosão.

Assim, além dos resultados da técnica de respiração, vocês podem dar umas boas risadas — outro poderoso antídoto contra a ansiedade.

2. Expressão da ansiedade

Permita que seu filho comunique o que sente.

Peça que ele conte quais são as causas da aflição que experimenta e quais pensamentos negativos lhe ocorrem.

Não o interrompa e não minimize suas preocupações, taxando-as de “bobagens”.

Pratique a audição empática e esteja verdadeiramente interessado em compreender os motivos que deixam seu filho ansioso.

Crianças pequenas podem ter dificuldade de encontrar palavras para expressarem seus medos.

Sugira, então, que ele desenhe seus receios.

O objetivo da prática é dar contornos mais nítidos às razões da ansiedade, validar os sentimentos da criança e apoiá-la na busca por soluções.

3. Caixa da preocupação

Proponha que a criança tenha uma caixa, que ela pode decorar como desejar, onde depositará suas preocupações em forma de bilhetes escritos ou pequenos desenhos.

Combine com seu filho o seguinte: após depositar a preocupação na caixa, ela ficará esquecida, por alguns dias.

Depois de uma semana, por exemplo, os bilhetes serão revistos e vocês poderão debater, juntos, se as situações que constam na caixa ainda merecem atenção ou se já não causam mais ansiedade — e podem ser eliminadas.

4. Finais alternativos

É provável que seu filho esteja ansioso porque está preso a uma visualização de desfecho negativo.

A razão de seu nervosismo pode estar associada, por exemplo, ao desempenho numa prova escolar, à participação numa festinha infantil ou à exposição ao escuro.

Deixe que ele narre como imagina o que irá acontecer.

Em seguida, incentive-o a pensar em outros finais para a história.

Você pode colaborar, criando outros desfechos — alguns engraçados, outros fantasiosos, mas uns tantos bem possíveis.

É sempre preferível que a própria criança encontre as soluções alternativas.

Porém, seu “empurrãozinho” tende a deixá-la mais confortável para se desligar da ideia fixa e elaborar outras possibilidades.

5. Reconhecimento da coragem

A ansiedade infantil — tal como a adulta — está conectada a sentimentos de impotência, baixa autoconfiança e insegurança.

Embora o primeiro impulso dos pais seja proteger seus filhos do que lhes provoca estresse, essa evitação não será positiva para o desenvolvimento da criança.

Prefira, gradualmente, estimular a criança a enxergar seus medos como desafios.

E esteja atento para cada passo que ela der para vencer os obstáculos.

Dê um abraço quando ela lhe contar sua pequena vitória. Faça elogios à sua coragem!

Ela precisa sentir que sua atitude de mudança é importante.

6. Técnicas de distração

Durante episódios de ansiedade, seu filho pode apresentar sinais como:

  • transpiração excessiva;
  • batimentos cardíacos acelerados;
  • tensão muscular;
  • dores no corpo;
  • choro;
  • irritação;
  • respiração ofegante.

Nesses momentos, antes de buscar uma conversa, procure deixá-lo mais calmo.

A técnica do balão, que pontuamos acima, é bastante eficiente.

Mas você pode tentar outros métodos, como pedir que ele conte objetos no lugar em que está.

Por exemplo: diga para ele apontar quantos itens da cor vermelha consegue localizar. Ou quantas árvores, janelas, carros em movimento consegue visualizar.

Enfim, adapte a estratégia ao ambiente no qual estiverem.

Também pode ser útil pedir que ele acompanhe um relógio e avisar quando o ponteiro tiver completado um ciclo.

O objetivo é mudar o foco de sua atenção.

Você pode ensinar o seu filho a fazer esse exercício toda vez que se sentir angustiado.

Aprender ferramentas para driblar as sensações ruins é empoderador para seu filho!

Mostre que esses truques são seus superpoderes contra o medo.

Quando procurar ajuda profissional para lidar com a ansiedade infantil

A princípio, você deve entender a ansiedade como uma experiência normal, que será superada com paciência e aprendizado.

Contudo, há um limite para essa interpretação.

Caso note que a ansiedade de seu filho é persistente, muito intensa ou inviabiliza suas atividades cotidianas, busque apoio de um psicólogo.

Quer aprender outras estratégias para afastar a ansiedade? Então confira o conteúdo que compartilhamos em nossas redes sociais!

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