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Dia da Não Violência: o que podemos aprender com Mahatma Gandhi

O que podemos aprender com a Mahtama Gandhi e a não violência
Comemoração do Dia da Não Violência


O Dia da Não Violência é comemorado, anualmente, em 2 de outubro.

E a escolha dessa data, obviamente, tem um motivo.

Refere-se ao dia de nascimento de Mahatma Gandhi, um dos maiores representantes da filosofia da não violência.

Mas quais eram as ideias e propostas de Gandhi?

Você sabe?

Bem, acreditamos que, tanto para explicar a relevância do Dia da Não Violência quanto para falar de Gandhi, o melhor recurso é usar palavras… do próprio Gandhi!

Portanto, confira a seguir 8 frases do líder carismático que conduziu a Índia à independência. E que, de certa forma, pode nos orientar na mesma direção.


Ensinamentos de Gandhi que merecem ser relembrados no Dia da Não Violência

Lógico, não apenas no Dia da Não Violência!

Mas, já que a data favorece as reflexões sobre o tema, por que não aproveitá-la?

A ideia é que você leia as citações considerando as situações de conflito que acontecem em seu cotidiano.

Experimente aplicá-las, como se fossem conselhos pessoais direcionados aos seus problemas.


1. “Não violência e covardia são termos contraditórios.”

Vamos começar por essa frase de Mahatma Gandhi para deixar claro que, quando falamos em não violência, não estamos sugerindo que você deve “fugir da briga”.

Ao contrário! A atitude que o Dia da Não Violência deseja propagar é uma resposta ativa — e até mesmo heroica.

A questão é que nossa formação cultural nos faz pensar no herói como uma figura que se impõe pela força. Alguém que pega em armas e consegue derrotar seus inimigos. De preferência, provocando humilhação.

O que a conduta não violenta propõe é que é possível (e mais vantajoso) vencer sem apelar para esses meios.


2. “Oponho-me à violência porque, quando parece fazer o bem, o bem é apenas temporário; o mal que faz é permanente.”

Na verdade, esse é o melhor motivo para você não usar violência

É, inclusive, um motivo “egoísta”, já que o primeiro objetivo é evitar o seu sofrimento.

Entenda o seguinte: quando causamos o mal a alguém — seja por agressões físicas, verbais ou emocionais — imediatamente corremos dois riscos.

Um deles é de que esse mal seja retribuído. Que volte para nós.

O outro é de que os sentimentos de culpa, vergonha e medo passem a nos fazer companhia.

E você não quer nenhum desses pesos atrapalhando a sua vida, não é verdade?

Lembre disso, caso a ideia de vingança ou de revide te pareça uma boa ideia.

O prazer de “dar o troco”, quando chega a existir, dura pouco.

Já as suas consequências, podem nunca ter fim.

Ou, para usarmos mais uma frase de Gandhi:


3. “Olho por olho e o mundo acabará cego.”

A violência é cíclica.

Enquanto ela for usada, ela dá ao outro o “direito” de empregá-la também.


4. “A história ensina que aqueles que, sem dúvida por motivos honestos, expulsaram os gananciosos usando a força bruta contra eles, tornaram-se, por sua vez, presa da doença dos vencidos.”

Nos tornamos aquilo que desprezamos quando imitamos suas estratégias de ataque.

Isso vale para uma guerra.

Assim como vale para discussões banais.


5. “Cortesia para com os oponentes e vontade de entender seu ponto de vista é o ABC da não violência.”

Em outras palavras, podemos dizer que uma das bases da não violência é a prática da empatia.

Pessoas unidas contra a violência
A cortesia e a empatia são pilares do combate à violência.


Veja, portanto, que não se trata de abrir mão dos próprios interesses.

Mas sim compreender que, nem sempre, eles correspondem ao que a outra pessoa considera o melhor para ela.

Logo, o caminho — sempre que viável — é a conciliação.

No fim, o maior objetivo da não violência é ser um sistema de ganha-ganha.


6. “Aprendi a lição da não violência com minha esposa, quando tentei dobrá-la à minha vontade.”

Gandhi descobriu que as mudanças que desejava ver no mundo precisavam começar pela sua própria conduta, em sua casa.

Essa é a principal mensagem do Dia da Não Violência.

Pondere o respeito, a capacidade de escuta e a compaixão, primeiro, em suas relações mais íntimas.

É a partir desse exercício que você poderá alcançar outras esferas.


7. “Podemos nunca ser fortes o suficiente para ser totalmente não violentos em pensamentos, palavras e ações. Mas devemos manter a não violência como nosso objetivo e fazer progressos constantes nesse sentido.”

Diante de situações em que nos sentimos ofendidos ou afrontados, é natural que tenhamos o impulso de reagir de modo violento.

Entendemos que devolver o golpe é uma defesa legítima.

Porém, também sabemos que os efeitos dessa atitude são negativos. Apenas alimentam o ciclo do ódio.

Então, ainda que seja difícil controlar todos os nossos atos, devemos ter em mente que a reação agressiva nunca é a única opção.

Use sua inteligência emocional para lidar com conflitos.

Além de ser uma estratégia mais assertiva, te dará muito mais satisfação. E paz de espírito.


8. “Seja a mudança que você quer ver no mundo.”

Desperte para um novo mundo
Você muda e o mundo a sua volta se transforma.


Por fim, deixamos essa frase de Gandhi, que resume tanto sua filosofia quanto o propósito do Dia da Não Violência.

Você reclama do mundo em que vive?

Lembre que você é parte dele.

Você não é responsável pelo que o outro pensa, diz ou faz.

Mas está em suas mãos não replicar o mesmo comportamento que você despreza e já te causou tanta dor.



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Luana Nodari é Psicóloga e Neuropsicóloga
Atende em sua clínica na Vila Mariana / SP, adolescentes e adultos,
através da Terapia Cognitivo-Comportamental
CRP: 06/112356

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