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Espontaneidade: a chave para uma vida mais leve

Quando a espontaneidade encontrou vez, em sua vida, nas últimas 24 horas?

Essa pergunta, aparentemente simples, é — na verdade — uma preciosa provocação.

Tire um tempo para pensar sobre esse questionamento.

Revise suas ações e escolhas.

Não descarte nenhum aspecto. Evite procurar por eventos grandiosos ou atos pitorescos. É nos detalhes e sutilezas que nos revelamos mais.

Por acaso fez um percurso diferente ao ir para o trabalho? Vestiu uma peça de roupa que, há muito, esperava a oportunidade de estreia? Ousou experimentar um sabor desconhecido ao pedir sua refeição? Arriscou começar a assistir a uma série, da qual nunca ouviu falar?

Esses exemplos podem parecer bobos. Porém, quando nos damos conta que respondemos “não” a todas as alternativas, quando buscamos por um momento espontâneo — desapegado de padrões — e não chegamos a um mísero resultado, é interessante pensarmos nos motivos.

Mas por que refletir sobre isso? Qual a importância da espontaneidade, afinal? Descubra, na continuidade deste texto!

4 razões para você cultivar a espontaneidade

Em primeiro lugar, vamos deixar muito claro: espontaneidade não é sinônimo de excentricidade ou imprudência.

Não se trata de subverter sua essência. Mas, sim, reencontrá-la.

Agir de forma espontânea significa adotar uma atitude natural, que espelha uma vontade sincera. É ceder a uma curiosidade legítima e despreocupada da excelência de resultados. É acolher o risco, aceitar a dúvida, interrompendo o padrão do “testado e aprovado”.

Basicamente, o contrário do que fazemos no dia a dia, quando nos deixamos guiar pela praticidade dos hábitos.

A repetição, certamente, economiza energia. Respostas automáticas são eficientes, pois evitam imprevistos, conferem agilidade e emprestam uma sensação de segurança.

Mas você precisa se perguntar: o que está perdendo quando para de dar chances às diferentes opções?

Sugerimos que comece considerando os seguintes argumentos:

1. A espontaneidade desenvolve sua autoconfiança

Adquirimos autoconfiança quando nos colocamos à prova. Não há progresso na zona de conforto.

Precisamos da novidade para romper limites, descobrir diferentes habilidades e — por que não — preferências mais autênticas.

Isso não significa que você precisa dizer “sim” para todas as oportunidades.

Siga sua curiosidade. Escute sua vontade. A questão é não reprimi-las, por mero temor de insatisfação ou julgamento alheio.

Certamente, você ficará frustrado em alguns momentos.

Mas a coragem de encarar o desconhecido lhe deixará mais seguro e animado, diante de outros desafios.

Lembre que ser autoconfiante não é ter certeza do sucesso: é não ter medo do fracasso. Tropeço é virtude de quem ousa caminhar!

2. Ser espontâneo enriquece sua experiência de vida

Diga: como espera ampliar seu repertório de conhecimento se está estagnado em referências familiares?

Vez ou outra, você precisa desbravar o território da novidade!

Permita-se abrir portas que costuma ignorar.

Dê oportunidade a conversas com estranhos. Visite um lugar que lhe instiga, mas sempre deixa para depois. Troque de restaurante. Mude o corte de cabelo. Altere a disposição dos móveis em sua sala.

Enfim, interrompa a programação normal.

Ouça sua intuição e percorra o inusitado. Você se sentirá mais ativo, desperto, vivo!

3. Aderir à espontaneidade reduzirá sua ansiedade

Somos ansiosos porque desejamos prever o futuro. Queremos ter certeza de que tudo está sob controle e seguirá conforme o planejado. Portanto, é importante contar com planos bem específicos, aos quais não faltem detalhes.

Mas todo esse preparo, sabemos, não é garantia de sucesso.

Lógico, planejar também é essencial. O problema é quando queremos enquadrar todas as ações do cotidiano num esquema preestabelecido.

A espontaneidade convoca à experiência do presente, tal como ele se apresenta. Evita que a rigidez de nossos planos nos abata, diante dos inevitáveis imprevistos.

Não há como controlar o fluxo dos acontecimentos. Passar horas antevendo cada atitude, elaborar respostas prévias para supostas dinâmicas do dia, apenas nos deixa estressados, preocupados e inflexíveis.

4. Espontaneidade promove criatividade

Você deve conhecer a expressão “sair da caixa”, utilizada para propor pensamentos inusuais, que conduzam a soluções inovadoras.

Pois bem, a espontaneidade é crucial para que se alcançar esse objetivo.

No vício das repetições, não há espaço para o diferente. Presumimos o que é bom, belo e funcional, boicotando a capacidade de ver além.

Quando somos espontâneos, reinventamos o sentido das coisas. Incentivamos nosso cérebro a fazer conexões experimentais, incertas e, por isso mesmo, criativas.

Desconfie de suas convicções, gostos e gestos mecânicos. Pequenas modificações nos padrões são suficientes para incitar revoluções de costumes. E tirar você da clausura da caixa.

Agora, atenção: não estamos afirmando que você deve descartar todos os seus hábitos em nome de um “espírito de aventura” ininterrupto. Isso nem sequer seria espontâneo!

A ideia que defendemos é um equilíbrio. Uma abertura para mudanças e oportunidades, quando essas lhe parecerem convidativas.

Paradoxalmente, a espontaneidade não é automática. Deveria ser, já que equivale a impulsos naturais. Contudo, o apego a regras sociais, condicionamentos e o medo das opiniões alheias costuma nos engessar.

Logo, você precisa praticar ser espontâneo. Desenferrujar! Aprender que tais escolhas não acabarão com sua reputação e não representam riscos ao seu proveito da vida.

Então, você aceita mais uma sugestão? Exercite sua espontaneidade, assim como exercita seu corpo. Dê a ela um ambiente oportuno, onde poderá se desenvolver sem receios.

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