Blog

O que é bullying virtual ou cyberbullying? Perguntas e respostas sobre o bullying na internet

Intimidação e perseguição virtual, como funciona a conspiração pela internet
A perseguição no mundo digital se manifesta cada vez com mais frequência.

O bullying virtual, também definido como cyberbullying ou bullying digital, é uma verdadeira pandemia.

Seus efeitos, como provam centenas de estudos científicos, são alarmantes.

Não apenas perturbam, profundamente, a autoestima de quem sofre com os ataques, como também podem levar a consequências ainda mais trágicas — dentre as quais, o suicídio.

Porém, os riscos do mundo virtual — e as sequelas das interações que ocorrem nesse ambiente — ainda são pouco compreendidos por pais, professores e pelas próprias crianças e adolescentes que utilizam, diariamente, os recursos da comunicação à distância.

Entendendo a urgência de abordarmos esse assunto, reunimos, neste texto, 5 perguntas e respostas sobre o bullying virtual.

E te fazemos um convite:

Faça parte do debate!

No final do texto, há um espaço para comentários.

Deixe lá sua contribuição.

Proponha uma pergunta. Indique um vídeo, um filme ou uma leitura que tenha um olhar interessante sobre o assunto.

Enfim, fique à vontade para compartilhar suas opiniões!

1. O que é bullying virtual ou cyberbullying?

Há alguns anos, a palavra bullying vem se popularizando e ganhando forma em nosso vocabulário.

Começamos a perceber que certos comportamentos, que trazem medo, humilhação ou vergonha para uma pessoa, não são brincadeiras sem consequências.

Você já foi, alguma vez na vida, vítima de alguma figura que associaria ao típico “valentão”?

Ou foi exposto ao ridículo, de um modo que se sentiu totalmente vulnerável?

Se você tem alguma experiência com momentos assim, imagine que essas cenas se repetem. Às vezes, todos os dias. Isso é o bullying.

O bullying virtual, além de causar constrangimentos que podem se estender à convivência presencial, tem uma característica monstruosa: seu exponencial alcance.

Pais e professores, que não cresceram com o celular como parte integrante do corpo, precisam perceber que as “brincadeiras de mau gosto” — que antes aconteciam num grupo limitado de pessoas (e já eram perturbadoras) — hoje tem o poder de se espalhar entre milhares de pessoas via internet.

Pense em algo desagradável que aconteceu com você ou que disseram a seu respeito.

Agora imagine isso sendo divulgado em mídias sociais. Chegando a diversas pessoas que você conhece. E, possivelmente, outros tantos que você nunca viu na vida.

Essa é a essência do cyberbullying.

2. Qual a diferença entre uma brincadeira normal e bullying virtual?

Existem diferenças entre intimidação e perseguição no mundo digital e uma simples brincadeira
O bullying virtual pode causar sérios danos emocionais à vítima.

Se fôssemos responder essa pergunta a uma criança, diríamos que é brincadeira quando:

  • a outra pessoa pode rir junto com você da situação;
  • vocês podem continuar amigos depois de você ter feito a provocação;
  • a pessoa não ficará triste — com ela própria ou com você — por causa de sua piada.

Essa definição explica, tanto para uma criança quanto para um adulto, a diferença entre a graça e a ofensa.

Na comunicação online, os limites entre uma coisa e outra podem ficar mais confusos.

Quando é meme e quando é bullying virtual, por exemplo?

Alguns se divertem, enquanto outros sofrem com o uso de sua imagem.

À distância, não temos como saber a reação do outro.

E não vai ser fácil se desculpar e consertar a situação, caso a pessoa se sinta mal com a publicação.

Na dúvida, deveríamos, no mínimo, aprender a colocar em prática uma capacidade muito aplaudida, mas ainda pouco usada: a empatia.

É um poderoso antídoto do bullying virtual aprendermos a nos colocar no lugar do outro. Nos enxergarmos naquela foto, vídeo, mensagem ou comentário em que ele está sendo atacado, humilhado ou exposto de uma forma cruel.

Se uma pessoa sai ferida de uma brincadeira, é porque não foi brincadeira. Foi bullying virtual.

É isso que precisamos ensinar aos nossos filhos, alunos. E também fazer chegar ao entendimento dos adultos.

Leia também: Dia da Não Violência: o que podemos aprender com Mahatma Gandhi

3. Cyberbullying é crime?

Sim, o Código Penal prevê punições quando o conteúdo compartilhado pela internet implica em:

  • calúnia;
  • injúria;
  • difamação;
  • falsa identidade;
  • injúria racial ou racismo;
  • exposição de imagens de conteúdo íntimo, erótico ou sexual.

Se o autor do bullying virtual for maior de 18 anos, poderá ser penalizado com até 3 anos de prisão e deverá pagar multas.

No caso de menores de idade, o cyberbullying é interpretado como ato infracional e medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) são impostas.

Além disso, os responsáveis pela criança ou adolescente (incluindo o espaço escolar) podem ser condenados a pagar indenizações por danos morais.

4. Quais são as formas mais comuns de bullying virtual?

O bullying online, tal como o bullying que acontece em situações de contato presencial, pode assumir diversas formas.

Para exemplificar — mas não esgotar o assunto — podemos listar 10 comportamentos típicos de bullies (agressores):

  • enviar de mensagens que têm o objetivo de deixar a vítima assustada;
  • fazer comentários maldosos ou propagar xingamentos em redes sociais;
  • criar ou divulgar imagens e vídeos embaraçosos, sem o consentimento da pessoa que aparece na postagem;
  • excluir indivíduos de grupos, eventos ou conversas online, de modo que ela se sinta rejeitada;
  • fingir ser outra pessoa para induzir a vítima a se envolver num relacionamento falso;
  • criar um perfil fake com a identidade da vítima, usando-o para fazer comentários preconceituosos ou divulgar conteúdos pornográficos (por exemplo), a fim de atrair ataques ou zombaria de terceiros;
  • tornar público ou compartilhar, no ambiente online, fotos, prints de conversas íntimas ou informações particulares da vítima;
  • espalhar boatos ou acusações mentirosas que impliquem em danos à imagem ou reputação da vítima;
  • incentivar crianças e adolescentes a assumirem comportamentos perigosos ou suicidas;
  • pressionar ou chantagear crianças e adolescentes para que participem de conversas de cunho sexual impróprio ou enviem nudes.

5. Como denunciar o bullying virtual?

Formas de denunciar o bullying virtual
Casos graves de bullying virtual podem implicar em registros de ocorrências em delegacia

Em casos mais simples, a situação pode ser resolvida garantindo que o conteúdo indesejado seja excluído das plataformas onde foi publicado.

As principais mídias e redes sociais oferecem recursos para agilizar a denúncia de contas ou publicações nas quais se verificam a prática de cyberbullying.

Clique nos links abaixo para saber quais os procedimentos necessários em cada uma delas:

Quando as mensagens, provocações e intimidações assumem contornos mais sérios, além da denúncia na rede, a vítima deve fazer o registro da ocorrência em uma delegacia de polícia.

Para tanto, deve guardar e apresentar as evidências das ameaças, assédio ou constrangimento virtual.

A vítima de bullying virtual também pode obter orientações e contar com a ajuda de instituições especializadas, como a SaferNet — cujos serviços são oferecidos gratuitamente.

psicóloga Vila Mariana Luana Nodari

Luana Nodari é Psicóloga e Neuropsicóloga
Atende em sua clínica na Vila Mariana / SP, adolescentes e adultos,
através da Terapia Cognitivo-Comportamental
CRP: 06/112356

Deixe uma resposta

Contato

Luana Nodari
Psicóloga/Neuropsicóloga
CRP: 06/112356

Localização

Rua Domingos de Morais, 2781 - cj 311
Vila Mariana, São Paulo, SP
CEP: 04035-001

Redes Sociais

Ao lado da estação do Metrô Santa Cruz

Estacionamento no local

®

Psicóloga Luana Nodari. Todos os direitos reservados. Tai! Branding + Design + Marketing