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Posso ter ciclotimia e não saber?

É bastante comum que pessoas com ciclotimia passem longa parte da vida sem cogitar que sofrem com um transtorno de saúde mental.

Mas como isso é possível? A pessoa não percebe os sintomas?

Aí é que está: perceber, ela percebe.

Mas pode assumir como “próprio da personalidade” suas estranhas (e bruscas) mudanças de humor.

Ora, altos e baixos são comuns à rotina de todos nós!

Então, como identificar as diferenças entre o que é normal e o que é patológico?

Realmente, nos casos de ciclotimia essa distinção pode ser bem difícil.

Porque, apesar de ser considerada uma forma mais branda de bipolaridade, não é tão evidente em suas manifestações.

A maior pista de que há algo de errado no comportamento é seu reflexo no bem-estar.

Quando as oscilações de humor complicam o dia a dia, atrapalham relacionamentos e prejudicam atividades profissionais ou sociais, há um sinal de alerta.

Mas vamos deixar as características da ciclotimia mais claras.

Confira as questões a seguir para esclarecer suas dúvidas.

Quais são os sintomas da ciclotimia?

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), a ciclotimia é caracterizada por períodos de sintomas hipomaníacos e períodos de sintomas depressivos, que se sucedem, no mínimo, durante 2 anos (ou 1 ano, no caso de crianças e adolescentes).

A gravidade dos sintomas não é tão expressiva quanto à percebida em transtornos como bipolaridade ou depressão maior.

Contudo, por se imporem em mais da metade do tempo da experiência cotidiana, resultam numa ausência de controle sobre o próprio humor — o que, evidentemente, traz riscos à capacidade de julgamento.

Então, resta saber quais seriam os sintomas hipomaníacos e depressivos da ciclotimia e observar se ocorrem com muita frequência — pessoas ciclotímicas não conseguem passar 2 meses sem as inconvenientes oscilações.

Sintomas hipomaníacos

Nos períodos de hipomania, o ciclotímico pode se sentir:

  • bastante autoconfiante,
  • com menor necessidade de dormir, acordando bem disposto mesmo dormindo menos de 6 horas por dia;
  • mais agitado, falando mais rápido que o habitual e com pensamentos acelerados;
  • alegre, expansivo e, por vezes, até invasivo (com gestos e palavras estranhas à real intimidade com determinadas pessoas);
  • animado a fazer mais atividades físicas;
  • com a libido elevada;
  • motivado a aumentar sua produtividade no trabalho ou nos estudos;
  • irritável e intolerante, por motivos banais;
  • distraído e de concentração facilmente perdida;
  • mais impulsivo, dado a ações destemidas, espontâneas — ou impensadas.

Analisando por alto, poderíamos dizer que as fases de hipomania são boas, não é verdade? E, sim, se você perguntar a alguém como avalia seu bem-estar nesse período, a pessoa lhe dará várias respostas positivas.

Se essas fossem suas características constantes, ela provavelmente estaria muito satisfeita com sua forma de levar a vida.

O porém da ciclotimia é que ela produz uma quebra nessa elevação do humor, sem maiores avisos.

Do nada, toda aquela vivacidade despenca.

Até por isso é comum que, após os episódios hipomaníacos, a ciclotimia mostre seu outro lado: a fase depressiva.

Sintomas depressivos

A depressão típica da ciclotimia é mais sutil — basicamente porque a intensidade dos sintomas não chega a tornar impossível a condução da rotina.

No entanto, ainda que os sintomas depressivos não sejam incapacitantes, os ciclotímicos enfrentam uma série de sensações desagradáveis, incluindo:

  • sono desregulado, como se houvesse a necessidade de aumentar substancialmente as horas de descanso, sendo difícil sair da cama ou evitar cochilos durante o dia;
  • dificuldade para dormir (insônia), que pode ocorrer junto com o sono excessivo;
  • percepção negativa de si mesmo, com sentimentos de culpa, inutilidade e baixa autoestima;
  • cansaço inexplicável;
  • falta de ânimo para coisas simples, como interagir com as pessoas e cuidar da aparência;
  • tristeza recorrente, sem motivos específicos;
  • dificuldade para tomar decisões;
  • lapsos de memória;
  • capacidade de concentração reduzida;
  • movimentos e raciocínios mais lentos;
  • queda na libido;
  • irritabilidade e sensibilidade acentuadas, que podem provocar crises de choro;
  • pensamentos autodestrutivos.

O que fazer se suspeito ter ciclotimia?

Se você suspeita que tem ciclotimia (ou algum outro transtorno de humor), um bom primeiro passo é se abrir à opinião daqueles que convivem com você.

Geralmente, são as pessoas que nos conhecem que mais percebem nossas oscilações e podem estranhar nossos comportamentos.

Então, a sugestão é começar lembrando se você já escutou, de pessoas próximas, que suas atitudes e disposição são muito instáveis.

Provavelmente, se você for ciclotímico, já lhe disseram que seu temperamento é imprevisível, difícil, que muda “de uma hora para outra”, sem explicações plausíveis.

Talvez já tenha enfrentado reclamações de seu chefe e colegas — pois num momento é proativo e cheio de ideias, mas no outro é lento e desinteressado.

Relacionamentos íntimos são os mais afetados pela ciclotimia, uma vez que as variações de humor geram dúvidas sobre a sinceridade de seus sentimentos.

Quem convive com o ciclotímico costuma se queixar sobre a dificuldade de entendê-lo — o que, afinal, o deixa tão feliz em certos dias e tão apático noutros?

Por desconfiança — ou impaciência com os altos e baixos — muitas relações (pessoais e profissionais) acabam.

Aliás, este é um importante indício da ciclotimia: nada parece muito sólido.

Você perde empregos, amizades, companhias. Seu humor “enigmático” parece afastar as pessoas — e oportunidades.

E isso causa insatisfação. A vida parece não progredir. Não oferece tranquilidade e uma perspectiva otimista a longo prazo.

Então, qual o próximo passo diante dessa percepção de si?

Obtenha um diagnóstico

Mesmo que você esteja convicto de que é uma pessoa ciclotímica, isso não é o suficiente para resolver o problema.

Até porque, sozinho, dificilmente você terá noção dos gatilhos da condição ou saberá identificar (e lidar) com os sintomas.

Portanto, vá em busca de um diagnóstico e orientações de um profissional.

Converse com um psicólogo.

Pode ser pela internet!

A terapia online é prática, eficaz e sigilosa.

Se precisar de mais informações sobre objetivos e métodos da terapia para ciclotimia, você pode entrar em contato com Luana Nodari, psicóloga na Vila Mariana (São Paulo/SP), que também oferece sessões de psicoterapia online.

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