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Pressão alta emocional: saiba o que é, seus sintomas e como prevenir

Pressão Alta Emocional Saiba O Que é Seus Sintomas E Como Prevenir
Conheça os sintomas da pressão alta emocional


Você já ouviu falar em pressão alta emocional?


A expressão é usada para descrever casos de hipertensão (acima de 14/9) cujas causas estariam relacionadas à experiência de sensações estressantes, como preocupação, ansiedade e medo.


A chave para entender essa relação está no hormônio cortisol.

Em situações que representam “perigo” — ameaças à sobrevivência — o corpo eleva a produção de cortisol como resposta, nos preparando para “lutar ou fugir”.

Um dos efeitos é a aceleração dos batimentos cardíacos, demandando maior circulação de sangue.

Com maior fluxo, também aumenta a força do sangue contra as paredes das artérias.

Nesses episódios, portanto, a pressão arterial se eleva.

O problema é que, se tivermos rotinas estressantes, esses picos se tornam frequentes, mantendo a pressão nas alturas.

E isso, por sua vez, ameaça o bem-estar de nosso coração.

Riscos da pressão alta emocional

Tal como a hipertensão ocasionada por outros fatores (genética, obesidade, diabetes…), a pressão alta emocional pode ter consequências sérias, incluindo:

  • insuficiência cardíaca;
  • aneurisma;
  • derrame;
  • disfunção erétil;
  • danos aos rins;
  • isquemia;
  • arritmia.

Sintomas da pressão alta emocional

Dor De Cabeça é Um Sintoma Da Pressão Alta Emocional
Dor de cabeça pode ser um sintoma da pressão alta emocional


Em geral, os sintomas da pressão alta podem ser bastante discretos ou mesmo imperceptíveis. Tanto que a hipertensão é chamada de assassina silenciosa.

Por isso, a principal recomendação é fazer exames de pressão a cada 6 meses, a fim de identificar alterações. É o único modo efetivo de detectar a doença a tempo.

Contudo, conforme ela se agrava e se torna crônica, alguns sinais podem chamar sua atenção.


Fique alerta e antecipe sua visita ao médico caso venha notando:

  • dores de cabeça;
  • náuseas;
  • cansaço excessivo;
  • manchas de sangue nos olhos;
  • sangramento nasal;
  • falta de ar ou dificuldade para respirar;
  • zumbido no ouvido;
  • dores na região da nuca;
  • confusão mental;
  • inquietação;
  • tonturas.


Emoções relacionadas ao aumento da pressão arterial

Todos podemos experimentar alterações na pressão arterial em decorrência de emoções. Aborrecimentos, nervosismo e até mesmo a felicidade podem gerar essas oscilações.

Desse modo, se você for medir sua pressão quando estiver psicologicamente “abalado” — por assim dizer — é possível que se assuste com os números.

Contudo, após a emoção se dissipar, a pressão arterial tende a voltar ao normal — sem maiores prejuízos.

O problema acontece quando essas “fortes emoções” se tornam muito recorrentes, configurando um estado psicológico padrão.

Assim, para avaliar o risco de hipertensão, precisamos observar como nos sentimos e comportamos no dia a dia.

De acordo com o estudo “A influência de fatores emocionais sobre a hipertensão arterial”, as sensações cotidianas potencialmente prejudiciais incluem:


A experiência desses sentimentos eleva a produção do cortisol, o grande responsável pela pressão alta emocional.

Isso significa que você deve ficar de olho em circunstâncias que desencadeiam essas reações.

Por exemplo:

  • preocupações financeiras;
  • acúmulo de responsabilidades;
  • brigas conjugais;
  • tensão com o trânsito;
  • excesso de trabalho;
  • sentimentos reprimidos;
  • convívio social problemático;
  • perspectiva pessimista sobre o futuro.

Lógico, você não conseguirá excluir totalmente os momentos de contrariedade da sua vida.

Mas pode (e deve) perceber quando eles se tornam muito presentes, moldando seu humor típico.

Seu próximo passo?

Aprender a gerenciá-los, impedindo que controlem seus pensamentos e atitudes.


Dicas para prevenir a pressão alta emocional

Nossas emoções podem ditar nossos comportamentos.

E, quando nos sentimos angustiados, frustrados ou tensos, nossas escolhas para obter “alívio” podem não ser as mais inteligentes.


Há, inclusive, a hipótese de que o estresse e a ansiedade não sejam os verdadeiros responsáveis pela pressão alta — e sim os maus hábitos adotados para combatê-los.


Fumar, ingerir bebidas alcoólicas e comer compulsivamente (em especial alimentos doces, gordurosos e industrializados) são reconhecidas causas de hipertensão e estão nessa lista.

Sabemos que abandonar vícios e hábitos nocivos é um desafio à parte.

Mas o caminho para a saúde (do corpo e da mente) passa por essa decisão.

Para facilitar sua mudança de atitude, considere substituir as “fugas” nocivas pelas seguintes estratégias (cujos efeitos relaxantes são comprovados):


1. Beba uma xícara de chá-verde.

Estudos indicam que a resposta ao estresse diminui significativamente uma hora após o consumo desse tipo de chá.


2. Fique sentado e coloque a cabeça entre os joelhos.

Ou, de pé, incline seu tronco de modo a levar os braços na direção dos dedos dos pés.


3. Experimente a técnica de relaxamento progressivo.

Criada pelo Dr. Edmund Jacobson, na década de 1920, a técnica de relaxamento progressivo promove alívio da ansiedade, reduz o estresse e baixa a pressão sanguínea.


4. Alongue-se.

Exercícios de yoga são ótimos para diminuir a pressão alta emocional.

Mas, em momentos de tensão durante o dia — enquanto você luta para cumprir prazos de trabalhos ou se vê impaciente no trânsito, por exemplo — alguns movimentos para esticar seu corpo já trarão benefícios.


5. Saia para uma caminhada.

Ao ar livre, de preferência.

Melhor ainda se puder buscar um pouco de exposição à luz solar.


6. Respire profundamente.

Respirar Fundo é Uma Das Ações Para Prevenir A Pressão Alta Emocional
Respirar calma e profundamente é um ótimo exercício para se reequilibrar


Quando estamos estressados, a tendência é que nossa respiração se torne mais curta e rápida (nos preparando para os impulsos de luta ou fuga).

É possível reverter o efeito do estresse quando assumimos o controle da respiração.

Para tanto, pratique este passo a passo:

  • Inspire profundamente, contando até 4.
  • Segure o ar um instante.
  • Depois expire, contando até 4 novamente.
  • Repita o exercício durante 5 minutos ou até se sentir mais calmo.


7. Faça terapia

Se você tem pressão alta emocional, ainda que utilize medicamentos para controlá-la, precisará de recursos adicionais, que foquem na causa do problema.

Logo, o mais indicado é que conte com a ajuda de um psicólogo.

Sugerimos a terapia cognitivo comportamental (TCC), pois se trata de um método prático, capaz de identificar e corrigir comportamentos prejudiciais, seguindo estratégias objetivas e funcionais (respaldadas por estudos científicos).

Quer saber mais sobre a TCC ou tem outras dúvidas sobre pressão alta emocional?

Então escreva suas perguntas no campo dos comentários!


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Luana Nodari é Psicóloga e Neuropsicóloga
Atende em sua clínica na Vila Mariana / SP, adolescentes e adultos,
através da Terapia Cognitivo-Comportamental
CRP: 06/112356

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