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Síndrome do ninho vazio: o que é e como superá-la

saiba o que é síndrome do ninho vazio - quando os filhos saem de casa
“Síndrome do Ninho Vazio” conta da dor mental de muitos pais, predominantemente mulheres, quando os filhos saem de casa.

A síndrome do ninho vazio configura uma condição psicológica, vivenciada pelos pais quando os filhos saem de casa e passam a viver distantes da tutela familiar.

Por exemplo, oportunidades de emprego, estudos ou casamento são ocasiões que, comumente, levam a esse momento.

Saudade, tristeza e todas as preocupações decorrentes dessa ruptura não são incomuns. Refletem, na verdade, saudáveis sentimentos de afeto.

Tal como outras mudanças naturais da vida, o segredo está no equilíbrio das emoções diante dos novos cenários.

Isso significa que é preciso ficar atento à intensidade das reações — físicas e mentais.

Se a síndrome do ninho vazio deixa de ser uma fase de adaptação e se mostra sinônimo de prolongado sofrimento, pode suscitar quadros depressivos ou outros graves transtornos.

Neste artigo, destacamos sinais de alerta e sugerimos dicas para que a distância seja percebida com mais leveza e otimismo. Siga a leitura e faça do ninho vazio uma oportunidade de novas expectativas!

Leia também: O que é carência afetiva e como lidar com ela


Causas da síndrome do ninho vazio

quando os filhos saem de casa
Todos os pais são suscetíveis à síndrome do ninho vazio.

O motivo pode parecer bastante explícito, já que a partida do filho, para caminhos mais autônomos, é o evento crucial.

No entanto, o que determina o modo como a despedida será sentida tem razões particulares e mais profundas.

Por exemplo: quando um dos pais se dedica, em tempo integral, à criação dos filhos e administração da casa, é provável que experimente a alteração na rotina de forma intensa.

Porém, as causas do abatimento são tão complexas que devemos considerar, de igual forma, situações antagônicas ao excesso de proximidade.

Ou seja, pais que desfrutam de pouca convivência diária com os filhos também estão suscetíveis a sofrer terríveis efeitos da síndrome. Nesse caso, a causa está, justamente, na ausência, que pode gerar uma grande culpa pelo (irremediável) tempo perdido.

Outras circunstâncias comumente associadas à predisposição acentuada da síndrome do ninho vazio são:

  • casamentos em crise;
  • viuvez;
  • coincidência entre o período que os filhos saem de casa e processos de aposentadoria;
  • menopausa e andropausa;
  • inseguranças paternas/maternas quanto ao preparo dos filhos para a vida adulta.

Em resumo: não existe um “padrão familiar” que possa ser identificado como típico de um ninho vazio sofrido.

No entanto, o que realmente faz a diferença é a resiliência perante as mudanças. E o entendimento de que, embora os filhos sejam muito importantes, eles jamais podem ser o único sentido da vida de seus pais.


Sintomas da síndrome do ninho vazio

Choro, desânimo, olhar perdido, carência afetiva, nostalgia… Todas essas emoções — e tantas outras — são consequências normais do processo de separação dos filhos. A adaptação pode levar dias, talvez meses, com direito a recaídas no percurso!

O estado psicológico que pede atenção é aquele que, ao invés de — aos poucos — criar uma nova rotina positiva, desenvolve comportamentos prejudiciais para dar lugar ao vazio.

Nesse contexto, as manifestações da instabilidade emocional incluem:


Como superar a síndrome do ninho vazio

como tratar a síndrome do ninho vazio
Os psicólogos se referem a síndrome do ninho vazio como um período caracterizado por um profundo sentimento de melancolia.

A psicoterapia é extremamente aconselhável para ajudar nessa transição. Uma dica valiosa é procurar pelo terapeuta antes da partida dos filhos, como forma de se preparar para a ruptura.

Eventualmente, os sintomas da síndrome precisarão ser amenizados com auxílio de medicamentos (como antidepressivos e ansiolíticos), prescritos por um médico.

Mas essas não são as únicas medidas eficientes de superar a síndrome do ninho vazio. E, sem dúvida, não surtirão efeito se desacompanhadas de comprometimento com mudanças de hábitos e atitudes. Algumas ideias que poderão auxiliar nesse período:


1. Investir em novos projetos

A ausência dos filhos deu lugar a um tempo ocioso? Procure enxergar nessa lacuna uma possibilidade de reinvenção.

Revisite planos antigos, que não se concretizaram em função da dedicação que a dinâmica familiar solicitava.

Adote um hobby, se inscreva em um curso, envolva-se num trabalho voluntário, programe uma viagem…

Enfim, perceba que os propósitos da vida se renovam. Ocupar-se, de maneira positiva e produtiva, auxiliará na diminuição da sensação da síndrome do ninho vazio.


Elaborar formas de contato com os filhos

Combine dias e horários para conversas semanais, por telefone. Envie mensagens de texto, quando a saudade apertar.

Apenas tome cuidado para não se tornar invasivo — ou fazer das mensagens e conversas momentos de lamúrias.

Sugira ocasiões de reencontro — em datas especiais, por exemplo. Aproveite essas oportunidades para fortalecer os laços familiares, proporcionando experiências agradáveis, com abertura para diálogos sobre o presente.

O saudosismo não é proibido! Mas prefira o revisitar por meio da comida preferida ou memórias divertidas.

No entanto, se o reencontro for um “peso” ou sinônimo de cobranças, a única sensação beneficiada será a de afastamento.


Ter vida social


Agende jantares com os amigos, almoce com colegas de trabalho, aceite convites para eventos.

Permita que novas interações aconteçam em seu dia a dia. Procure por elas! Inclusive nas redes sociais.


Respeitar o tempo de reestruturação

Sufocar a dor nunca é uma boa saída. Você não tem a obrigação de estar bem uma semana após os filhos “deixarem” o ninho.

Saber que seus sentimentos são normais é essencial para aceitá-los e aprender a lidar com eles.

Assim, aos poucos, reorganize sua rotina. Distraia as preocupações com passeios, meditação, leituras, filmes… E, quem sabe, com a renovação do romance em sua vida!

Superar a síndrome do ninho vazio não equivale a silenciar a tristeza. Mas sim compreendê-la como uma fase temporária, que irá embora conforme o entusiasmo se renova no horizonte.

Compartilhe este artigo com seus amigos! É uma forma de colaborar para que muitos pais reconheçam seus sentimentos como naturais e saibam administrá-los de forma saudável.

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Luana Nodari é Psicóloga e Neuropsicóloga
Atende em sua clínica na Vila Mariana / SP, adolescentes e adultos,
através da Terapia Cognitivo-Comportamental
CRP: 06/112356

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